Ando com preguiça de fazer as tarefas do dia a dia, como ir à farmácia, abastecer o carro, arrumar a cama pela manhã, pagar contas. Não é bem preguiça. É 'não-sei-o-que'. O caderno está desatualizado. O livro de perguntas também. Estou lendo vários livros desde janeiro. Este ano o único que li rápido foi 'Livre', quando estava de férias. As séries estão do mesmo jeito. Procrastinação em várias áreas da vida.
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sexta-feira, 31 de março de 2017
quarta-feira, 30 de novembro de 2016
Hoje. Amanhã não.
O acidente com o avião que levava o time da Chapecoense me deixou muito triste e reflexiva.
Se aceitarem meu conselho, aqui vai:
Diz que ama agora. Abraça agora. Perdoa agora. Seu orgulho não pode durar mais que a vida. Sua timidez, sua vergonha, não podem durar mais que a vida. Liga pra ela / ele. Diz que está com saudades. Que está pensando nela / nele. Liga pro namorado, pra mãe, pro pai, pra vó, pro tio, pros primos. Vai lá. Faz uma visita. Não espera amanhã não. Escreve aquela carta (ou aquele e-mail). Manda o cartão de Natal. Só não deixa passar. Não deixa pra amanhã. Porque amanhã... bom, a gente não sabe do amanhã.
Se aceitarem meu conselho, aqui vai:
Diz que ama agora. Abraça agora. Perdoa agora. Seu orgulho não pode durar mais que a vida. Sua timidez, sua vergonha, não podem durar mais que a vida. Liga pra ela / ele. Diz que está com saudades. Que está pensando nela / nele. Liga pro namorado, pra mãe, pro pai, pra vó, pro tio, pros primos. Vai lá. Faz uma visita. Não espera amanhã não. Escreve aquela carta (ou aquele e-mail). Manda o cartão de Natal. Só não deixa passar. Não deixa pra amanhã. Porque amanhã... bom, a gente não sabe do amanhã.
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| Imagem: Google Images |
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
Algumas coisas ficam melhores no passado
Vale a pena manter uma amizade que você
tem desde a infância ou adolescência?
Vocês são amigos há vários anos. Desde a
infância, ou desde a adolescência. Já passaram por várias coisas juntos. Umas
boas, outras nem tanto. Lembrando-se dessa amizade você faz um balanço das
coisas que aconteceram. Aquela vez que o amigo deveria ter te defendido e
deixou passar, as mentiras que ele já te contou (as que você sabe), as pisadas
de bola, o fato de ele conhecer toda sua família e você só conhecer as pessoas
da casa. Isso acaba pesando mais do que as ocasiões em que ele te amparou. Não
só em qualidade, mas em quantidade também. Essa amizade é uma via de mão única?
Ainda compensa mantê-la?
De repente você para e faz uma análise:
eu ainda sou amigo de Fulano?
Por que você mantem a amizade com essa
pessoa? Vocês ainda têm afinidade? Ou é somente ‘em respeito’ à afinidade que
tiveram durante os anos anteriores? O tempo faz com que as pessoas mudem,
pensem de forma diferente do que pensavam no passado. Se vocês não estão mais
na mesma sintonia, talvez valha a pena praticar o desapego. Deixe a amizade ir.
Não force a barra para mantê-la.
Isso vale para qualquer tipo de relacionamento.
Acredito que se fizer mal não deve fazer mais parte da vida. Sem
ressentimentos, sem rancor. Apenas seguindo o curso natural.
*Esse texto ficou meio mal escrito e mal acabado. Mas era algo em que eu estava pensando e resolvi escrever para desabafar.
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
Você trabalha com a pessoa há vários anos. Nunca foram amigas, mas sempre houve um tratamento cordial. Nos últimos tempos, no entanto, as falhas dessa pessoa vêm saltando aos seus olhos. Mais do que as qualidades. Alguns deslizes cometidos no trabalho, alguns procedimentos feitos sem ética. Gestos simples da pessoa me incomodam, como deixar a janela aberta, escapando todo o ar gelado. O fato de não repassar informações me deixa muito aborrecida. Afinal eu sou a assessora de comunicação. E agora tudo parece dissimulação. A voz me irrita. Tento não me sentir assim. Sei que tenho que trabalhar em mim este sentimento. Mas tenho uma opressão constante no peito e uma irritação profunda que, para controlar, eu me calo. Alguém já passou por isso? Alguma dica?
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Anda Acontecendo
Tanto que fazer!
livros que não se lêem, cartas que não se escrevem,
línguas que não se aprendem,
amor que não se dá,
tudo quanto se esquece.
Amigos entre adeuses,
crianças chorando na tempestade,
cidadãos assinando papéis, papéis, papéis...
até o fim do mundo assinando papéis.
E os pássaros detrás de grades de chuva.
E os mortos em redoma de cânfora.
(E uma canção tão bela!)
Tanto que fazer!
E fizemos apenas isto.
E nunca soubemos quem éramos,
nem para quê.
Humildade - Cecília Meireles
livros que não se lêem, cartas que não se escrevem,
línguas que não se aprendem,
amor que não se dá,
tudo quanto se esquece.
Amigos entre adeuses,
crianças chorando na tempestade,
cidadãos assinando papéis, papéis, papéis...
até o fim do mundo assinando papéis.
E os pássaros detrás de grades de chuva.
E os mortos em redoma de cânfora.
(E uma canção tão bela!)
Tanto que fazer!
E fizemos apenas isto.
E nunca soubemos quem éramos,
nem para quê.
Humildade - Cecília Meireles
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
é que anda meio ruim. mas a gente continua porque tem fé que vai melhorar.
tanta coisa precisava acontecer. porque no momento, não acontece nada. é essa falta de perspectiva; essa falta de possibilidades. isso que me deixa cabreira e desanimada.

Imagem: Ana Campos
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
A Ilusão da Verdade
Eu tenho que escrever um texto com este tema.
Já fui para o lado da filosofia. Já flertei com a Matrix. Até com Caetano Veloso já "conversei"
("Você diz a verdade / A verdade é seu dom de iludir / Como pode querer que a mulher / Vá viver sem mentir" - Dom de Iludir). Mas ... nada!
Escrever sobre temas tão subjetivos nunca foi um problema para mim. Acho que o que ocorre é que à medida que vamos amadurecendo, não é qualquer coisa que fica bem sob a pena.
Será que vale rezar para São Machado de Assis? Eu sou extremamente devota...
sábado, 22 de maio de 2010
Jane's Jabs
Será que sou uma boa pessoa?









Ação e reação são coisas que me assustam um pouco.

Quero um colo para deitar a cabeça e chorar.

Quero alguém tão apaixonado por mim que me interrompa enquanto estiver falando porque não resistiu à vontade de me beijar.

Tantos livros para ler, tantos autores ainda a conhecer.

Alguns autores eu comecei a gostar lendo a biografia antes de qualquer obra.

Queria ser artista.

Meus pés estão frios e João Gilberto canta "Desafinado" ao lado da minha cama.

Eu metabolizo quando escrevo.

Estou sentindo falta da Samanta. Especialmente do modo como ela fala, enfatizando as palavras. E a risada de criança que ela tem. Minha Branca.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
domingo, 15 de novembro de 2009
Confissões
Ando angustiada com uma série de coisas. Pessoas próximas têm me achado triste e eu estou mesmo. Mas é só uma fase. E como tudo mais, vai passar.

Na última semana estive na cidade do Rio de Janeiro. É sempre muito bom. Pena que desta vez não encontrei Mônica, Denize, Jôka, Ana e Marcinha. Mas outra oportunidade chega rapidão.
Eu nunca tive medo do amanhã, do futuro. Mas hoje tenho. Muito medo.
Acabei de ler O Jogo do Anjo, do Carlos Ruiz Zafón. Adorei. Mesmo.

Na última semana estive na cidade do Rio de Janeiro. É sempre muito bom. Pena que desta vez não encontrei Mônica, Denize, Jôka, Ana e Marcinha. Mas outra oportunidade chega rapidão.
Eu nunca tive medo do amanhã, do futuro. Mas hoje tenho. Muito medo.
Acabei de ler O Jogo do Anjo, do Carlos Ruiz Zafón. Adorei. Mesmo.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Respondendo a cartinhas, e-mails, telegramas e telefonemas...
"Gentem", vamos lembrar aqui que este é um blogue de ficção (ou fricção, depende). Qualquer semelhança com nomes, pessoas e locais terá (ou não) sido mera coincidência.
As coisas que escrevo vêm das coisas que sinto. Tem Príncipe sim. Mas minha vida está looonge de ser um conto de fadas.
As coisas que escrevo vêm das coisas que sinto. Tem Príncipe sim. Mas minha vida está looonge de ser um conto de fadas.
terça-feira, 14 de julho de 2009
Hiato?
Eu preciso terminar de escrever uma matéria para amanhã. Como é um assunto que não domino tanto, ainda queria que uma das entrevistadas desse uma olhada. Ou seja, teria que ter terminado já. Mas não sai. Não sai nada. O assunto me interessa demais. É fascinante. Mas eu empaquei no segundo parágrafo. E estou entrando em desespero.Andei lendo textos de pessoas que eu admiro: Francis, Talese, Dines, Wolfe, Capote e até Palmira Wanderley... e nada!
Desaprendi?
Sei que já são 9h. Dead line chegando. Que bom que trabalho bem sob pressão...
Imagem: Palmira Wanderley, pioneira do jornalismo feminino norte-rio-grandense. Tirada do site Enciclopédia do Nordeste.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Céu, tão grande é o céu...
Tinha tempo que eu não pensava em você. Mesmo o sonho que eu tive, em que seu rosto me veio muito nítido não me fez rememorar nada.
Já havia me acostumado à ausência. Não que a falta me fizesse bem, mas já me habituara. É verdade que há tempos não ouvia Lô Borges, Nando Reis ou Tom Jobim. Porque quando se deve esquecer, é preciso manter longe de si tudo o que traz lembranças.
E o trabalho ajuda a manter a mente no estado de não-divagação.
Ainda teve um evento sábado e domingo, que me tomou o dia todo. No entanto, eis que no domingo, pela manhã, durante o trabalho, uma apresentação musical.
A música de encerramento foi esta:
"Céu, tão grande é o céu
E bandos de nuvens que passam ligeiras
Prá onde elas vão, ah, eu não sei, não sei
E o vento que toca nas folhas
Contando as histórias que são de ninguém
Mas que são minhas e de você também..."
(Dindi - Tom Jobim, Aloysio de Oliveira, Ray Gilbert)
O resultado disso? Eu estou pensando em você desde então, Dindi. E se um dia você for embora, me leva contigo, Dindi?
Já havia me acostumado à ausência. Não que a falta me fizesse bem, mas já me habituara. É verdade que há tempos não ouvia Lô Borges, Nando Reis ou Tom Jobim. Porque quando se deve esquecer, é preciso manter longe de si tudo o que traz lembranças.
E o trabalho ajuda a manter a mente no estado de não-divagação.
Ainda teve um evento sábado e domingo, que me tomou o dia todo. No entanto, eis que no domingo, pela manhã, durante o trabalho, uma apresentação musical.
A música de encerramento foi esta:
"Céu, tão grande é o céu
E bandos de nuvens que passam ligeiras
Prá onde elas vão, ah, eu não sei, não sei
E o vento que toca nas folhas
Contando as histórias que são de ninguém
Mas que são minhas e de você também..."
(Dindi - Tom Jobim, Aloysio de Oliveira, Ray Gilbert)
O resultado disso? Eu estou pensando em você desde então, Dindi. E se um dia você for embora, me leva contigo, Dindi?
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Feelings...
Tenho a sensação que deveria voltar aqui mais vezes. Pelo menos para tirar as teias de aranha e a poeira dos móveis e dos livros...
Alguém me perguntou se eu achava que a vida virtual tomava muito tempo. Toma sim. Entre twitters, orkuts, bloggers... fica difícil atender a tudo. Mas a vida real tem tomado o tempo que me sobra para a virtual. E eu tenho aparecido aqui bem menos do que gostaria e deveria. Nem visitando as pessoas que eu gosto de ler. Espero que isso mude.
Alguém me perguntou se eu achava que a vida virtual tomava muito tempo. Toma sim. Entre twitters, orkuts, bloggers... fica difícil atender a tudo. Mas a vida real tem tomado o tempo que me sobra para a virtual. E eu tenho aparecido aqui bem menos do que gostaria e deveria. Nem visitando as pessoas que eu gosto de ler. Espero que isso mude.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
segunda-feira, 2 de março de 2009
Os Olhos
Eu escrevi num comentário de um post da AnaD que eu tenho um par de olhos castanhos que moram na minha alma. Desde sempre e para sempre.
No entanto, penso ... será?
"Nunca" e "Para Sempre" são tempos tão... indefinidos. Eles estão sim, dentro de mim. Apesar de querer que outros olhos me invadam para eu saber sentir tudo de novo. E de novo me arrebatar e me lançar sem medo e sem reserva.
Mas aqueles olhos... ah, aqueles olhos.
No entanto, penso ... será?
"Nunca" e "Para Sempre" são tempos tão... indefinidos. Eles estão sim, dentro de mim. Apesar de querer que outros olhos me invadam para eu saber sentir tudo de novo. E de novo me arrebatar e me lançar sem medo e sem reserva.
Mas aqueles olhos... ah, aqueles olhos.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Crise
Crise de choro.
Crise de fazer mala.
Crise de casulo.
Crise de achar que as pessoas só te procuram quando precisam.
Tenho que ir pra Palmas. Não quero ir. Quero ir pro Rio. Quero ir pra Sibéria. Quero ir pra longe.
Crise de saudade. De alguém que tem a voz e a presença longe. E aqueles olhos castanhos. Que abrigam tudo lá.
"Duas pessoas podem se sentar de frente e nunca se verem. Outras, podem estar separadas e nada as manterá longe." (Anne, para Jack Lucas - O Pescador de Ilusões, filme.)
Crise de fazer mala.
Crise de casulo.
Crise de achar que as pessoas só te procuram quando precisam.
Tenho que ir pra Palmas. Não quero ir. Quero ir pro Rio. Quero ir pra Sibéria. Quero ir pra longe.
Crise de saudade. De alguém que tem a voz e a presença longe. E aqueles olhos castanhos. Que abrigam tudo lá.
"Duas pessoas podem se sentar de frente e nunca se verem. Outras, podem estar separadas e nada as manterá longe." (Anne, para Jack Lucas - O Pescador de Ilusões, filme.)
sábado, 6 de dezembro de 2008
Pernas
Em pé, na porta, olhando para todos os alunos, reparei em uma senhora. Não sei precisar a idade. Sou péssima nisso. Mas seu rosto já tem vincos. Suas mãos, no entanto, têm aparência jovem. Bonitas. Com unhas pequenas e curtas. Ela é magra. E tem as pernas bem longas e finas. E este é o porquê deste texto.
Sempre achei que pernas longas e finas davam um ar de elegância à mulher. Principalmente se acompanhadas por vestido e salto-alto. A imagem toda me lembra a palavra “fidalguia”. Talvez porque as pernas sejam delgadas. Delgado. Fidalgo.
Eu sempre quis ter pernas finas e longas. Que pudessem abrigar botas de cano alto com saias. Ou sandálias de tiras com vestidos muito curtos. Mas não. Minhas pernas são normais. Não delgadas. Não achatadas. No entanto, são grossas. Começa no quadril, que é largo. Passa pela bunda, que é generosa (disso eu gosto). E as pernas são grossas. Coxas grossas. Canelas grossas. Tornozelos grossos. Pernas de quem fez dança durante muito tempo; parou; e ainda foi “ajudada” pela genética. Mãe e pai. Baixos. De pernas grossas. Quando estudava dança, ao menos tinha músculos. Hoje...
Não me importaria de continuar com 1,58. Desde que eles fossem todos feitos de pernas. Longas e finas.
(Escrito em 30/11/2008, às 11h20, aplicando prova no Encontro Presencial do curso de Administração a Distância da UFG, onde trabalho. Resumindo, a pessoa surta.)
Crédito da imagem: Google images. Não encontrei o nome do autor.
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