terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Desabafo

Eu não posso ir no blog do Ordisi. Nem no blog da Mimi.
Preciso de ingresso... :)
Alguém vende?

Argh!

Se você mora no Brasil, por que não aprende a escrever em português correto?
Alunos burros. Futuros professores burros.
Melhor. Continuem assim. Desta forma, eu tenho trabalho garantido para a vida.
Não é nada pessoal... só um desabafo.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Crise

Crise de choro.
Crise de fazer mala.
Crise de casulo.
Crise de achar que as pessoas só te procuram quando precisam.
Tenho que ir pra Palmas. Não quero ir. Quero ir pro Rio. Quero ir pra Sibéria. Quero ir pra longe.
Crise de saudade. De alguém que tem a voz e a presença longe. E aqueles olhos castanhos. Que abrigam tudo lá.

"Duas pessoas podem se sentar de frente e nunca se verem. Outras, podem estar separadas e nada as manterá longe." (Anne, para Jack Lucas - O Pescador de Ilusões, filme.)

sábado, 31 de janeiro de 2009

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

.dói. porque eu tenho saudades.
.com certeza eu não tenho saudades porque dói.
.ou serei eu masoquista?

domingo, 18 de janeiro de 2009

De Vontades, Desejos e Quereres Possivelmente Possíveis

Queria meu casulo. Bem só e bem escuro. Quero ir a um parque bonito. Quero um dicionário. Quero ler os livros todos*. Quero um espaço para eles. Desejo amar um homem. E ser amada por ele. Quero escrever bonito. Quero fazer coisas que ainda não fiz. Quero falar francês. Quero fazer um curso de português. Quero fazer uma nova e excelente amiga. Quero saber o que desejo da minha vida. Quero blogar todo dia. Quero tanto... Quero emagrecer mais. Quero não estar triste por fazer 34 anos. Quero que o Léo** me mande mais e-mails que me façam chorar. Queria que ele não tivesse ido embora. Queria ter tido coragem de ir me despedir dele quando foi. Quero muito ver a Tâmara quando ela vier para o carnaval. Quero não ter mais um verbo imperfeito. Quero que o verbo transitivo seja perfeito. Quero ler um livro e tomar um café. Quero que meu diário seja diário. Quero esquecer o gosto daquele cigarro. Quero lembrar desse gosto para sempre. Quero não ter mágoa de um amigo que amo muito. Quero que as coisas voltem a ser como eram antes. Quero cabelos bem longos. E unhas sempre bem feitas. Quero re-aprender a usar o hífen. Quero me concentrar. Quero morrer de chorar. Quero muitas gargalhadas. Quero que alguém faça um retrato bonito meu. Quero ler o Antigas Ternuras em livro. Quero férias de um mês em que eu não tenha compromissos a não ser ter férias de um mês. Quero (e preciso) tomar um banho de mar, com o sol bem forte me queimando. Quero muito. Quero nada ao mesmo tempo.
_________________________________
* Eu tenho cerca de 450 livros em casa. A maioria deles no meu quarto. Penso em me desfazer de alguns e ficar só com os clássicos. Mas eu tenho um projeto que envolve livros. Então fico na dúvida.

** Léo é um primo que eu amo demais. Ontem ele me mandou um e-mail que me fez lembrar, chorar, sentir saudades. É meu amigo de infância. E uma pessoa que mesmo quando está longe de mim, está bem dentro. E sou eu quem tem a agradecê-lo.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Momento Twitter

- Quero sorvete. E quero agora.
- Crise pré - 34. Algum conselho?
- Não se esqueçam de mim. Eu não me esqueci de vocês. Estou só numa fase... bem, pré-34.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Sobre Livros e Apego

Então que fuçando no Orkut, vi uma comunidade que se chama "Perca um Livro". Achei a iniciativa ótima. Resumindo, é o seguinte: você vai "perder" um livro para que alguém ache. A pessoa o lerá e fará o mesmo com uma outra obra. Para isso, tem que entrar no site, cadastrar o livro que vai "perder", dizer onde ele estará e imprimir uma etiqueta com um código que você colará nele.
Claro que eu quis participar. Incentivar a leitura é comigo! Fui escolher, entre todos os meus preciosos, algum maravilhoso que fosse ter a sorte de ser encontrado por alguém que ia folheá-lo com a mesma paixão que eu. Aí começaram os problemas. Ninguém vai cuidar de um livro meu como eu cuido. Ninguém vai cheirar as páginas, sentir a textura, saber o que cada frase daquele livro quis dizer. Partindo desta premissa, eliminei os clássicos. Os de consulta e referência nem tinham me passado pela cabeça. Ficaram quietinhos na estante: Kerouac, os Rubens, os Veríssimos, todos os modernistas, Caio Fernando Abreu, todos os poetas, inclusive Olavo Bilac, que eu acho um pouco pedante. Restaram os livros de crônicas e contos. Não. Mais uma vez, eu não pude me desfazer de nenhum modernista. Cecília, Clarice, Drummond, Vinícius, Paulo Mendes Campos... ficaram onde estavam. Machado de Assis é minha paixão. Então salvei também Helena, O Alienista, Contos Escolhidos, dentre outros. Ensaios! Claro, eu ia perder um ensaio. Instrutivo, maravilhoso. Poxa, mas se é tão instrutivo e maravilhoso assim, eu não posso perder. Vai me servir. Rá! Os de psicanálise. Afinal, não é minha área, eu não tenho porquê guardá-los. Mas incentivar alguém a ler com livros de psicanálise? Acho que não. Auto-ajuda. Os livros que eu tenho de auto-ajuda (Augusto Cury, Nuno Cobra, e afins) são poucos, ganhados e não lidos ainda. Se as pessoas me deram um livro desse gênero, é porque acham que pode me ser útil de alguma forma. Pelo menos, vou lê-los primeiro.
Sobraram, caros amigos, os pocket books e os chicklits. E assim foi feita a escolha. Meu primeiro livro perdido será Gossip Girl, versão em inglês, de 2004, da Warner Books.
Espero que eu ache algum sobre "A Arte do Desapego".


P.S.: A quem interessar possa: o livro será perdido amanhã, dia 05/01. Incialmente, tinha colocado como o lugar a Praça do Sol. Devido a chuva, vou perdê-lo num lugar fechado. Será no Shopping Flamboyant. Praça de Alimentação.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

sábado, 27 de dezembro de 2008

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Dropes

Espírito Natalino é o c*aralho! Meu nome é Zé Pequeno!

*
Daí que eu vi no final de semana (pela enésima vez) Clube da Luta e Tropa de Elite. Sim. Isto é o mais próximo que eu consigo chegar do Natal.

*

A gente usa shampoo anti-resíduos para tirar os resíduos dos produtos anteriores. Mas o que é que tira os resíduos do shampoo anti-resíduos?

*

As pessoas seguem te decepcionando aí também? Bem-vindo ao clube.
(A primeira regra do clube dos decepcionados é: você não fala sobre o clube dos decepcionados. Hohohohohohoho)

*

Sim. Eu mando cartões de Natal. É a parte que eu mais gosto da festa.

*

Ah não? Então tá.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Dropes

* Todo mundo devia ter um "Seu Lurdiano" fazendo parte da sua vida.

* Rubem Alves diz que "... a gente cresce e continua criança. E todos temos o nosso saco de brinquedos." O meu está cheio de livros.

* Ainda sobre R.A.: estava eu almoçando, sozinha, e relendo "Pensamentos que penso quando não estou pensando". Como faço sempre, comecei a reparar nas pessoas em volta: casais, mães com filhos, amigos... Então pensei: os sortudos almoçam com os amantes e amados; os solitários, com livros. Neste momento, cheguei à página 92. E, no finalzinho dela, está escrito assim: "A literatura liberta-nos da solidão. E traz alegria." Graças à literatura e a Rubem Alves, eu sou uma não-solitária de ora em diante.

* Mania: reparar nas mãos, boca e sapato das pessoas. E imaginar suas vidas.

* Quero alguém que goste das minhas celulites. Ou melhor, as ame!

sábado, 6 de dezembro de 2008

Pernas


Em pé, na porta, olhando para todos os alunos, reparei em uma senhora. Não sei precisar a idade. Sou péssima nisso. Mas seu rosto já tem vincos. Suas mãos, no entanto, têm aparência jovem. Bonitas. Com unhas pequenas e curtas. Ela é magra. E tem as pernas bem longas e finas. E este é o porquê deste texto.
Sempre achei que pernas longas e finas davam um ar de elegância à mulher. Principalmente se acompanhadas por vestido e salto-alto. A imagem toda me lembra a palavra “fidalguia”. Talvez porque as pernas sejam delgadas. Delgado. Fidalgo.
Eu sempre quis ter pernas finas e longas. Que pudessem abrigar botas de cano alto com saias. Ou sandálias de tiras com vestidos muito curtos. Mas não. Minhas pernas são normais. Não delgadas. Não achatadas. No entanto, são grossas. Começa no quadril, que é largo. Passa pela bunda, que é generosa (disso eu gosto). E as pernas são grossas. Coxas grossas. Canelas grossas. Tornozelos grossos. Pernas de quem fez dança durante muito tempo; parou; e ainda foi “ajudada” pela genética. Mãe e pai. Baixos. De pernas grossas. Quando estudava dança, ao menos tinha músculos. Hoje...
Não me importaria de continuar com 1,58. Desde que eles fossem todos feitos de pernas. Longas e finas.
(Escrito em 30/11/2008, às 11h20, aplicando prova no Encontro Presencial do curso de Administração a Distância da UFG, onde trabalho. Resumindo, a pessoa surta.)
Crédito da imagem: Google images. Não encontrei o nome do autor.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Momento Twitter

- Saco cheio.
- Dor de cabeça.
- Vontade de coca-cola beeeeem gelada (normal, desta vez; de garrafinha).
- É normal essa falta de saber o que fazer?


Conselho do dia: Ouça Noite de Paz, na voz da Nana Caymmi.

Assim que der uma folga aqui, retorno as visitas e os comentários. Não esqueci da foto prometida no post anterior.


Update: Quem não sabe o que é Twitter, pode olhar aqui: Twitter

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Coisa de Criança


A Mel me convidou. Eu aceito!! A foto eu fico devendo para quando chegar em casa. Agora estou no trabalho. O que não significa que esteja trabalhando... hohohoho.





Regras:
- Colocar o link de quem chamou para brincar.
- Escrever um texto sobre lembranças da infância.
- Postar o selo do meme dentro do artigo.
- Se possível, postar uma foto de quando era criança ou adolescente.
- Chamar cinco amigos para brincar com você.

Férias na fazenda do vô Ismael, pai da mãe. Aniversário de dez anos em Cabo Frio, com a família por parte do pai. Colecionar papel de cartas e trocá-los com as amigas. Ficar louca quando o Menudo aparecia na TV. Andar de mãos dadas com meu pai pela rua. Minha mãe me cobrindo todas as noites, antes de ir se deitar. Brigas e brincadeiras com o irmão mais novo. Ser protegida por ser a única menina da turma. Subir nas árvores que tinha em casa, antes de mudar para o apartamento. Jaboticaba. Andar a cavalo. Joelho sempre ralado. Descobrir o mundo dos livros com As Reinações de Narizinho, do Monteiro Lobato. Marcelo, Marmelo, Martelo, da Ruth Rocha. Bisa Bia e Bisa Bel, da Ana Maria Machado. Irmã Colombo, a diretora doce e austera do Externato São José. Dançarte. Apresentações de dança no Teatro Goiânia. Coca-cola e macarronada aos domingos, na casa da vó Isabel, mãe da mãe. Ursinho de Pelúcia Angeloso, que tenho até hoje, amarelinho. Fingir que era namorada do Sidney Magal (e se ele me quiser hoje, eu vou!). Bonecas. Lousa. Clube. Peteca. Jardim da vó Isabel cheio de gerânios. Vó Áurea, mãe do pai, morando em Goiânia. Ela, eu e o Léo, meu primo, correndo pela Praça do Sol, e caindo, os três, no chão. Cachorro-quente das Lojas Americanas. Natal com umas quarenta pessoas juntas, porque juntávamos todas as famílias (pai, mãe, agregados...). Caretas de aniversário com minha madrinha. Bolos decorados que ela fazia só para mim. Os privilégios que eu tinha por ser a primeira neta, primeira sobrinha do lado da mãe; e por ser a neta caçula e sobrinha caçula do lado do pai.
E tanto, tanto mais... Era bom. Foi bom. Passou. Mas de vez em quando volta.
E eu convido:
Mônica
Xará
Ilvia
Thata
Tina

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Da Rejeição e Outras Neuras

Eu ia escrever mesmo sobre a notícia que li no Estadão online, dizendo que, conforme nosso querido secretário-executivo do Ministério da Justiça, Senhor Luiz Paulo Barreto, o Brasil deverá editar, até o fim do ano, uma lei de anistia migratória, que vai regularizar os 40 mil ilegais que vivem no País. Isso me aborreceu porque eles endurecem de lá, nós amolecemos de cá.
E já que esse blog é exclusivamente sobre meu umbigo, vou falar sobre mim.
A maioria dos seres humanos tem neuroses. ("tem" sem acento, porque concorda com "a maioria"). Eu também tenho as minhas. Que não são poucas. Eu costumo procurar erros de português onde quer que vá, ou seja lá o que estiver lendo: livros, revistas, artigos, internet, blogs. Coço para não corrigir. Mas como ninguém está livre de erros, fico caladinha. Se empresto um livro e a pessoa não devolve, peço de volta uma vez. Demorou? Compro outro para repor a perda. O lençol ou colcha que cobre a cama, tem que "cair" igualmente dos dois lados (esquerdo e direito). Nada pode estar de cabeça para baixo ou do avesso. Não saio de casa sem anel na mão esquerda (vai entender). Antes de dormir, leio, pelo menos, um pouco de três livros. Quando vou visitar os blogs, que gosto, visito primeiro quem comentou primeiro. Se não tenho nenhuma postagem ou nenhum comentário, vou pela ordem em que estão linkados no Alfarrábio. Ando sempre com um livro na bolsa. Faço notas o tempo todo.
Mas a minha maior neura, que sei que preciso trabalhar é sentimento de rejeição. Não é que todo mundo tenha que gostar de mim. Aliás, a maioria das pessoas, à primeira vista, não simpatiza. Tudo bem. Mas as pessoas que eu gosto e que sei que gostam de mim, têm que dar atenção. E também quero que as pessoas das quais as pessoas que eu gosto gostem, também gostem de mim. Entendem? Não né. Nem eu. Mas vou vivendo.
Então, querido amigo. Se eu lhe mandar um e-mail, ou lhe telefonar, por gentileza, retorne!
Isso é carência? Pode ser, mas eu nunca disse que não era carente. Sou. Todos os dias.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

"Acho que era Julho... de 2006"*


"Mesmo se tivessem me dito que ia doer. Mesmo se eu soubesse que ia ser tão difícil. Mesmo se eu soubesse que ia demorar. Mesmo se eu imaginasse que eu ia ter vontade de chorar até secar. Mesmo se fosse alertada de que ia fazer muito frio antes de chegar o calor. Mesmo se fosse necessário começar tudo de novo. Mesmo se ainda houvesse dúvidas sobre o que eu sinto. Ainda assim eu pularia no escuro, por ter a certeza de ser amparada."
07/2006

Eu não me arrependo de nada. Nada mesmo. Mas não começaria tudo novamente da forma errada e arrebatadora que foi. E se, novamente, eu fosse impelida a saltar no escuro, me asseguraria de haver uma rede de amparo logo abaixo. E que não fosse tão alto assim.



*Parafraseando Nenhum de Nós - Julho de 83

Crédito da Imagem: Site www.kellyneta.com.br/fotos/51-abismo.jpg