sexta-feira, 31 de março de 2017

Ando com preguiça de fazer as tarefas do dia a dia, como ir à farmácia, abastecer o carro, arrumar a cama pela manhã, pagar contas. Não é bem preguiça. É 'não-sei-o-que'. O caderno está desatualizado. O livro de perguntas também. Estou lendo vários livros desde janeiro. Este ano o único que li rápido foi 'Livre', quando estava de férias. As séries estão do mesmo jeito. Procrastinação em várias áreas da vida.

terça-feira, 28 de março de 2017

Jabs da Janes

Indo para o trabalho pela manhã vi um garoto (devia ter uns 15 anos) pegando o telefone de uma menina da janela do coletivo. Ela do lado de dentro, ele de fora. Achei bonitinho que ainda exista paquera assim. Espero que ele ligue. E ela atenda.

**
Libertar-se do passado pode ser difícil. Mas deve ser feito.

**
Sonhos no estilo David Lynch me assustam. Acordo sem saber se sonhei ou se aconteceu. Muito vermelho. Muito verde. Muita maquiagem.

**

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Sonhei que eu casava com M. Nós dois descendo uma escada. Os dois de sandália havaiana prateada cantando Perhaps Love, do John Denver. Foi bonito.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

A única parte boa de ser adulto é poder comer a sobremesa antes da refeição.
Quando foi que ficou tão difícil?

.

Minha memória está péssima. Se não anoto, ou não faço na hora, há grandes chances de não me lembrar. Seja do que for: compromissos profissionais, devolução de livros na biblioteca. Tudo.
Esqueci sobre um livro que li o ano passado e foi lindo e marcante.
O que mais eu esqueci?


.


Ética cabe em qualquer lugar e em qualquer profissão. Mas parece que quando são médicos que agem incorretamente, expondo seus pacientes (estou falando do caso da Dona Marisa Letícia) pesa mais. É mais triste, mais baixo.


.

Não desejar ao outro o que não quer para você.


.

Fiz 42 anos no último dia 31.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Um dia.

Morte de alguém jovem. Beija-flor entra pela janela. Dinheiro roubado. Passeio no trem do Papai-Noel.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Hoje. Amanhã não.

O acidente com o avião que levava o time da Chapecoense me deixou muito triste e reflexiva.
Se aceitarem meu conselho, aqui vai:
Diz que ama agora. Abraça agora. Perdoa agora. Seu orgulho não pode durar mais que a vida. Sua timidez, sua vergonha, não podem durar mais que a vida. Liga pra ela / ele. Diz que está com saudades. Que está pensando nela / nele. Liga pro namorado, pra mãe, pro pai, pra vó, pro tio, pros primos. Vai lá. Faz uma visita. Não espera amanhã não. Escreve aquela carta (ou aquele e-mail). Manda o cartão de Natal. Só não deixa passar. Não deixa pra amanhã. Porque amanhã... bom, a gente não sabe do amanhã.

Imagem: Google Images

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Primeiras frases do livro 'Pequena Abelha', de Chris Cleave:
"Às vezes eu penso que gostaria de ser uma moeda de uma libra esterlina em vez de uma menina africana. Todo mundo ficaria satisfeito ao me ver."
Doeu aqui.



terça-feira, 18 de outubro de 2016

Acho extremamente prazeroso ver casais fora do padrão. Seja estético, sexual, racial. O ideal seria que não houvesse um padrão. E que cada um pudesse ser bonito na sua singularidade.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

O amor existe

Vai por mim: um dia você vai encontrar alguém que goste de você exatamente como você é. Não apesar de você ser como é. Mas PORQUE você é como é. Porque quem ama não quer mudar o outro. Sabe que você é imperfeito, mas gosta de você mesmo assim. Não tolhe, não critica. Leva pra frente e anda de mãos dadas. É assim que funciona. Não precisa deixar de ser quem você é. Eu garanto. Ele (ou ela) vai te querer assim mesmo, desse jeitinho. Com suas manias. Mesmo que você não goste de comida japonesa. Mesmo que você seja meio de esquerda. Mesmo que você seja Vasco e ele Botafogo. Tudo vai se encaixar. Vocês não vão precisar um do outro. Vão escolher estar juntos. Acredita. É possível. O amor existe. E está pertinho de você. Eu sei. Aconteceu comigo.


Imagem: Google Images

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Os jogos olímpicos foram lindos. Eu estava com medo da abertura. Confesso. Mas que medo bobo esse meu. Os organizadores deram show. Na abertura, durante e no encerramento.
O país ficou em 13º na classificação do quadro geral de medalhas, melhor que nas últimas Olimpíadas. Tivemos ouro no futebol. Vou repetir o que eu disse sobre a Copa/2014: queria Olimpíadas no Brasil a cada quatro anos!

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Não estou conseguindo administrar bem o tempo. Fico pensando que se optar por uma atividade terei que deixar outra de lado. Não sei o que priorizar. E me culpo por isso. Às vezes acho que sou muito dura comigo. Outras acho que é o contrário: que sou muito condescendente, indulgente, complacente. Não sei. Não decidi ainda.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Goiânia - Doe Sentimentos

Data: 27 de setembro de 2015
Local de encontro: Monumento da Paz - entrada principal do Bosque dos Buritis
Endereço: Entre as ruas Assis Chateaubriant e Alameda dos Buritis - Setor Oeste.
Hora de encontro: 10h
Período de distribuição: a partir das 10h30
Mais informações na página do evento, no Facebook: Goiânia - Doe Sentimentos

Variações sobre um mesmo tema (ou como criar um final feliz) - Jabs da Janes

- Eu não posso mais vir aqui.
- Ótimo. Porque eu só quero te beijar.
Corta. Fim.
 **
- Eu preciso dizer uma coisa.
- E eu só quero te beijar.
Corta. Fim.
 ** 
- Olha, não está sendo mais produtivo continuar...
- Ótimo. Porque eu só quero te beijar.
Corta. Fim.
 **
- Acho que agora podemos dizer que...
- Eu só quero te beijar.
Corta. Fim.
  **
- 'Pau que nasce torto'*...
- Eu só quero te beijar.
Corta. Fim.
  **
- Isso tá muito sem pé nem cabeça.
- Ótimo. Porque eu só quero te beijar.
Corta. Fim.
  **
- Mas quando as baleias azuis se encontram, no fundo do oceano...
- Ótimo. Porque eu só quero te beijar.
Corta. Fim.
  **
- "Tá vendo aquela lua, que brilha lá no céu"**?
- Eu só quero te beijar.

Corta. Fim.
 **
- “Numa casinha branca, lá no sítio do Pica-pau Amarelo, mora uma velha de mais de sessenta  anos”***.
- Ótimo. Porque eu só quero te beijar.
Corta. Fim.

*Dito popular imortalizado no poema de Compadre Washington: "Pau que nasce torto/Nunca se endireita/Menina que requebra/ A mãe pega na cabeça". 
** Trecho de 'Tá vendo aquela lua', do Exaltasamba. Sim, eu conheço pagode também.
*** Primeira frase do livro 'Reinações de Narizinho', do Monteiro Lobato.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Algumas coisas ficam melhores no passado

Vale a pena manter uma amizade que você tem desde a infância ou adolescência?
Vocês são amigos há vários anos. Desde a infância, ou desde a adolescência. Já passaram por várias coisas juntos. Umas boas, outras nem tanto. Lembrando-se dessa amizade você faz um balanço das coisas que aconteceram. Aquela vez que o amigo deveria ter te defendido e deixou passar, as mentiras que ele já te contou (as que você sabe), as pisadas de bola, o fato de ele conhecer toda sua família e você só conhecer as pessoas da casa. Isso acaba pesando mais do que as ocasiões em que ele te amparou. Não só em qualidade, mas em quantidade também. Essa amizade é uma via de mão única? Ainda compensa mantê-la?
De repente você para e faz uma análise: eu ainda sou amigo de Fulano?
Por que você mantem a amizade com essa pessoa? Vocês ainda têm afinidade? Ou é somente ‘em respeito’ à afinidade que tiveram durante os anos anteriores? O tempo faz com que as pessoas mudem, pensem de forma diferente do que pensavam no passado. Se vocês não estão mais na mesma sintonia, talvez valha a pena praticar o desapego. Deixe a amizade ir. Não force a barra para mantê-la.

Isso vale para qualquer tipo de relacionamento. Acredito que se fizer mal não deve fazer mais parte da vida. Sem ressentimentos, sem rancor. Apenas seguindo o curso natural.


*Esse texto ficou meio mal escrito e mal acabado. Mas era algo em que eu estava pensando e resolvi escrever para desabafar. 

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Por que você está deprimida?

Imagem obtida via google images
Em primeiro lugar, vamos deixar claro que isso aqui não é um artigo médico ou científico. É absolutamente empírico, baseado na minha experiência pessoal. Apesar de ser considerada uma doença e da OMS afirmar que até 2030 a depressão será a doença mais comum do mundo, afetando mais pessoas do que problemas cardíacos e câncer, há ainda certo preconceito contra os doentes e há também desconhecimento da doença. O pensamento que primeiro vem à mente é: sua vida é tão boa. Você é bem de saúde, mora num lugar legal, tem carro, um apartamento. Por que você está deprimida? Você tem tudo o que quer, viaja todo ano, sua família te ama. Isso não é depressão. É frescura. Você tem amigos, vai em bares e restaurantes, não passa dificuldade. Tem certeza que não é TPM? Mas você sorri, vai trabalhar todo dia e nunca te vi chorando. Isso é fase, vai passar. A depressão independe classe social, idade, religião e sexo, embora as mulheres estejam mais suscetíveis por conta da variação hormonal. 

A depressão pode ou não ser causada por fatores externos, como um trauma ou estresse, por exemplo. Mas não é sempre que dá para identificar a causa. Sim, minha vida é maravilhosa e eu agradeço a Deus todos os dias por ela. Eu tenho amigos, minha família é a melhor do mundo e aparentemente não tenho mesmo motivos para estar deprimida. Mas estou. E o fato de ter bens materiais à minha disposição, amigos maravilhosos e uma família unida me fazem sentir culpada por ter isso tudo e ainda estar triste. As pessoas podem não perceber às vezes, porque quem está deprimido, justamente por conta dessa cobrança, disfarça. Nem sempre quem está deprimido vai ficar no quarto escuro, debaixo das cobertas chorando. Algumas vezes é um cansaço tão grande que só se tem vontade de ficar em casa. No entanto, as pessoas querem seguir com suas vidas, elas se esforçam para isso. Eu por exemplo, só respondo à pergunta: “tudo bem?” com um “tudo ótimo, e você?”. Ninguém tem culpa, nem precisa ser ‘incomodado’ com minhas lamúrias. Tenho consciência que minha tristeza e minha alegria são responsabilidade exclusiva minha. É que há dias difíceis. Nem todos.

Tenho consciência de que ando mais cansada, mais irritada, mais impaciente (ainda mais do que o normal). Mas acreditem, não é porque eu quero. Na verdade não sei porque é. Não tenho conseguido ter empatia pelos problemas dos amigos. Não é que eu não me importe. Eu me importo muito. Simplesmente não consigo interagir, ou demonstrar interesse. Algumas vezes, o sentimento é de anestesia, entende?

Quando me recuso a sair, a me encontrar com amigos, a participar de programas de família, não é porque eu não goste mais. É que exige um esforço tremendo. Um esforço que, no momento, não consigo transpor. Pode ser que eu prefira a companhia dos livros e das séries de TV. Não é que eu não goste de você. Eu gosto, acredite. Não é nada pessoal. E vai passar.