Alfarrábio

Entre. Tire o sapato.
Abra a geladeira, sirva-se de uma cerveja gelada.
Deite-se na rede ou se sente no chão.
Fique à vontade.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

(Meus) Ícones


A falta de Erico Verissimo
(Carlos Drummond de Andrade)
Falta alguma coisa no Brasil
depois da noite de sexta-feira.
Falta aquele homem no escritório
a tirar da máquina elétrica
o destino dos seres,
a explicação antiga da terra.
Falta uma tristeza de menino bom
caminhando entre adultos
na esperança da justiça
que tarda - como tarda!
a clarear o mundo.
Falta um boné, aquele jeito manso,
aquela ternura contida, óleo
a derramar-se lentamente.
Falta o casal passeando no trigal.
Falta um solo de clarineta.
Imagem: Google Images

5 falaram comigo:

Sergio disse...

Ola, Janaina!

Em suma, faltam momentos felizes...Erico foi o primeiro autor nacional que li...Clarissa...

Por falar em momentos felizes, pelo menos o nosso Fluminense tá cooperando, ne?

Um beijo

ParadoXos disse...

de facto, não faz falta ter falta

:-)

beijos

Pedro disse...

Drummond é outro que falta.

Lathife Cordeiro {..aquela} disse...

Falta um tanto de coisa boa, de sensibilidade, de perfume.
Sobra um monte de cheiro ruim, de corrupção, de falta de amor.

Ainda bem que por aqui sobra coisa boa.

E que bom que você gosta da revista. Acesse sempre www.visaoarte.com.br. O espaço é todo seu!

Bjks :*

Marco disse...

Ah, Érico Veríssimo... Um de meus autores favoritos. Houve época em que o estilo dele me influenciou bastante. Li quase todos os seus livros e pretendo relê-los um dia.
Sim, ele faz muita falta.
Carpe Diem. Aproveite o dia e a vida.

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